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Um filme que começa ao som de AC/DC e termina ao som de Black Sabbath não
pode ser ruim. Essa frase resume o que é Homem de Ferro. Eu nem
precisaria dizer mais nada, mas vou escrever um pouquinho para não me chamarem
de preguiçoso.
Homem de Ferro é a síntese do que deve ser um
filme de super-heróis. Tá certo que a história, bem mais plausível que a grande
maioria, ajuda. Mas, após tantos vacilos de Hollywood, ficou claro que uma boa
história não basta. É preciso utilizá-la bem.
A verdade é que tudo
funciona bem no filme. A começar por Robert Downey Jr., que parece ter nascido
para interpretar Tony Stark. À vontade na pele do bilionário beberrão e
mulherengo, ele ainda mostra um senso de humor fundamental aos personagens do
gênero, como Wolverine deixou claro em X-Men. É quase impossível
imaginar o papel com Tom Cruise, primeiro candidato a vestir o uniforme vermelho
e dourado.
Os efeitos especiais merecem um capítulo à parte. Seguindo a
tônica de Transformers, Homem de Ferro não permite que o
espectador diferencie o que é "real" do que é computação gráfica.
Nos
dois casos, ponto para o diretor Jon Favreau, que, além de tudo, consegue a
proeza de modificar a história original sem desagradar os fãs (nerds) mais
exigentes. Por tudo isso, leva nota 9.
Um aviso aos fãs que ainda não sabem: não deixe a sala antes do
final dos créditos
Direção: Jon Favreau;
Com: Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bridges, Gwyneth
Paltrow, Jon Favreau e Samuel L. Jackson
Leia mais: http://www.adorocinema.com/filmes/homem-de-ferro/homem-de-ferro.asp
Quebrando a Banca não é um mau filme. Na verdade, é divertido e intrigante, uma mistura saborosa de matemática, jogatina e adolescência. Mas dizer que o filme é "baseado em fatos reais" é dureza. A história é absurda demais para ser real.
O verdadeiro culpado pela bagunça é Jeff Ma, que inspirou o livro "Bringing Down The House", escrito por Ben Mezrich. Ma realmente fez parte de uma equipe de estudantes que resolveu usar a matemática para ganhar dinheiro no blackjack e, conseqüentemente, desmoralizar os cassinos de Las Vegas. Mas a realidade termina aí. Tudo que vai além disso, no livro e no filme, são elementos fictícios criados para tornar a história mais saborosa. Se achar válido, vale ler a entrevista com Jeff Ma na revista Wired.
Por um lado, o filme é divertido, e isso geralmente basta. Mas, por outro lado, é grande a chance de o espectador sair do cinema decepcionado, cheio de perguntas sobre o que realmente fizeram Jeff Ma e sua trupe. Por isso, o filme leva um amargo 5,5.
Ben Mezrich, o autor do livro, ganha um abraço de Jeff Ma, o tal jogador de blackjack
Direção: Robert Luketic; Com: Jim Sturgees, Kevin Spacey, Kate Bosworth, Aaron Yoo, Liza Lapira, Jacob Pitts e Laurence Fishburne
Leia mais: http://www.adorocinema.com/filmes/quebrando-a-banca/quebrando-a-banca.asp
Não, eu não gosto de comédias escrachadas. Mas este filme é diferente. Além de ser um dos primeiros do gênero (teve algum anterior?!), é o melhor e mais divertido. Principalmente porque se preocupa em criar uma história bacana para dar suporte às piadinhas. Coisa que, posteriormente, apenas Corra que a Polícia Vem Aí fez. O resto é só abobrinha, piada besta sem um roteiro por trás.
Campeão de reprises na Sessão da Tarde, Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu agora está no cardápio do SBT. Que o exibiu no mesmo horário em que a rival costumava fazê-lo. Ótimo programa pra quem tinha acabado de chegar de uma longa viagem. E tinha passado as últimas 10 horas dentro de... um avião. Leva nota 7,5
Direção: David Zucker, Jerry Zucker e Jim Abrahams; Com: Robert Hays, Julie Hagerty, Lloyd Bridges, Leslie Nielsen, Robert Stack e Kareem Abdul-Jabar
Leia mais: http://www.adorocinema.com/filmes/apertem-os-cintos/apertem-os-cintos.asp
A cena abaixo é minha preferida, mas nem todo mundo saca o que acontece. Tem que gostar de basquete. O grandalhão bancando o co-piloto é Kareem Abdul-Jabar, ex-pivô dos Lakers que sofria com as críticas por "não se esforçar muito na defesa". O guri, então, entra na cabine e reconhece o astro, que ganhou 35 mil dólares pelo papel. No começo ele não admite quem é. Mas só até o moleque contar que o pai adora criticar o astro. Aí, ele se revela e manda um "recadinho" pro papai-torcedor. Abaixo segue o diálogo, devidamente traduzido.
Joey: Eu acho que você é o melhor, mas meu pai diz que você não se esforça o bastante na defesa. Ele diz isso o tempo todo, que você não corre em quadra. E que nem tenta... a não ser nos playoffs
Roger Murdock (Jabar): O diabo que não! Eu tenho ouvido essa droga desde que estava na faculdade, em UCLA. Eu estou lá ralando toda noite. Vai lá e diz pro seu 'velho' tentar acompanhar Walton e Lanier pra cima e pra baixo na quadra por 48 minutos.
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